A Vila de Paranapiacaba é um local que vale a visita. As casas dos antigos trabalhadores da Companhia inglesa de trens “São Paulo Railway”, cercando ambos os lados do páteo ferroviário, o velho relógio no alto da torre, o museu ferroviário e a neblina que quase sempre cobre o local, tem um charme simples e atrae tanto aqueles que buscam nas trilhas proximas a vila a emoção para andar de moto, como para quem queira apenas andar e contemplar o local.

Logo na entrada da parte baixa temos uma velha locomotiva exposta ao tempo e sendo devorada aos poucos pela ferrugem e turistas mais afoitos, que teimam em subir nela. É como um sinal, um sinal de que se não tratadas com devido cuidado, nossas lembranças são consumidas pelo tempo.

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Relógio inglês no alto da torre. O Big Ben de Paranapiacaba e o páteo ferroviário

A Vila se divide em duas: a parte Baixa e a parte Alta. não existe ligação de carros entre elas, sendo assim recomendo deixar o carro no estacionamento existente na parte alta e andar pela cidade. O primeiro lugar que chegamos após deixarmos o carro é o Cemitério da Vila, a última parada para os ex-funcionários da “São Paulo Railway”. A grama alta mostra que este lugar também não está recebendo o cuidado que deveria.

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Logo em seguida temos uma a grata surpresa é a igreja a seu lado. Simples, mas muito bem cuidada e interessante de se visitar.

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Saindo da Igreja você encontrará a passarela que cruza o Páteo Ferroviário e liga a parte Alta à parte Baixa da vila. De lá podemos ver a antiga e pequena estação que hoje atende a passageiros apenas para um pequeno passeio na “Maria Inês”, uma velha Maria Fumaça, fabricada em 1867. O passeio dura 20 minutos, com direito a um trajeto de 1.000 metros e um guia que explica os detalhes do surgimento da vila.

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logotipo da “São Paulo Rail” na Maria Fumaça

todos a bordo…a viagem vai começar

detalhes do interior do vagão

 

Hoje a Vila de Paranapiacaba atrai diversos grupos de pessoas. Desde fotografos avidos por imagens, passando por grupos turistas até o pessoal aficcionado por trilhas a pé e de moto. Como não existem restaurantes na vila a saída é aliviar a fome e a sede nos bares e barracas existentes.

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A arquitetura da cidade é bem peculiar. Na parte baixa imperam casas de madeira, antigas residencias dos trabalhadores da via férea. Na parte alta, muitas casas pequenas de alvenaria se amontoam no morro.

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vista da parte alta da Vila

rua estreita na parte Alta da Vila

Para mais detalhes e ver como chegar lá clique no link http://www.guiaparanapiacaba.com.br. Divirta-se

Edson Maiero

This Post Has 4 Comments
  • Me emocionei ao ver a foto da rua em que passei minha infância. Hoje moro em Fortaleza, e só lembranças de um tempo mágico ficaram pra me deixar feliz por ter podido estar nesse lugar. Perdi contato com o único parente que ficou aí: Jozias Baeta. Você o conhece? Minha tia Edwirges e seu marido trabalharam com os ingleses na construção da ferrovia. Temos muita história pra contar de paranapiacaba……

  • Olá Edson, parabens pelas fotos bonitas que vc fiz. Adorei aquelas de 360º. Sou um apaixonado do Brasil e as fotos suas lembram que tenho que voltar.
    Un saludo.
    Ricardo.
    (desculpe meu portugues.)

  • Olá, Edson
    Parabéns pela competência. O trabalho está muito bem feito! Qualquer hora, vamos sentar para vc me ensinar como se faz isso! mais cedo ou mais tarde vou ter que aprender.
    Bjs para a família!

    COMODO

    • Comodo,

      Meu amigo e professor, obrigado pelo comentário, vindo de você ele tem um grande significado para mim,

      abraço,

      Edson Maiero

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