- Que lugar lindo!

- Uau! Coisa de primeiro Mundo!

- Nunca imaginei ver isto no Brasil.

Se ao Passear em Inhotim você prestar atenção na reação das pessoas, você certamente ouvirá alguma das frases acima, e porque não dizer, você acabara pensando ou falando o mesmo. Inhotim é uma grata surpresa. Limpo, organizado, muito bem planejado, com toda infra-estrutura que um visitante precisa, incluindo estacionamento e wi-fi gratuito nos dois restaurantes. Realmente, estas não são características comuns de encontrarmos juntas no nosso país. Mas está lá, em Brumadinho, cidade a cerca de 1 hora de Belo Horizonte e tem que ser incluído na sua próxima visita em Minas Gerais (veja aqui como chegar).

Na entrada temos as bilheterias e a loja de presentes, aqui você precisa tomar uma importante decisão. Inhotim é um museu a céu aberto, instalado em um parque amplo e belíssimo, sendo assim a caminhada pelos jardins é parte do passeio. Eu particularmente gostei caminhar com o mapa nas mãos, buscando as obras espalhadas e tendo diferentes reações ao encontrar cada uma delas. Algumas me surpreenderam, outras decepcionaram, mas todas tiveram algum efeito. Sendo assim, se você gosta de caminhar, compre apenas o ingresso (inteira R$ 20,00), mas se você prefere um pouco de mordomia, você pode pagar R$ 10,00 a mais para usar o sistema de transporte interno, no qual carrinhos elétricos (como os de golfe) levam os visitantes aos locais mais distantes.

Bilheterias e loja de presentes

carrinhos elétricos levam os visitantes em 3 diferentes rotas dentro do parque, ótimo para visitas as obras mais distantes

Começar o passeio é simples, pegue um mapa do parque, distribuído gratuitamente na entrada, se localize, e comece a caminhada, eu recomendo que você vá ticando cada uma das obras/galerias que ver, e direcionando seu caminho de modo a passar pelas obras que mais lhe interessem. Tenha em mente que o parque é grande e com diversas obras, no dia de minha visita haviam 24 obras e 18 galerias espalhadas pelo parque, e como você poderá observar, o parque esta em expansão e novas obras e galerias serão inauguradas em breve. Assim, em minha opinião, este não é um lugar para ser explorado em apenas um dia, na correria, mas com calma, aproveitando a beleza do parque, com seus lagos, aves, árvores e flores e parando para fazer uma leitura dos trabalhos expostos. Se quiser planejar passar um final de semana por lá, melhor ainda, para ver onde se hospedar em Brumadinho, clique no link.

com seus lagos, aves e arvores e flores a Natureza é a principal obra de arte exposta no parque

Não vou me atrever a fazer nenhuma análise das obras, pois creio que cada pessoa tem uma interpretação diferente, de acordo com sua cultura, valores e estado de espírito, mas se você quiser ler mais a respeito das obras e dos artistas, clique nos links.

Edgard de Souza: sem título. Uma das obras que mais me chamou a atenção

detalhe da obra de Edgard de Souza

Hélio Oiticica: Invenção da Cor, penetrável Magic Square

Yayoi Kusama: Narcissus Garden. Levadas pelo vento as 500 esferas de aço inoxidável fazem desta obra uma escultura em constante mutação.

Dan Graham: Bisected triangle. Esta obra feita com vidros espelhados atrai a atenção do visitante com a mixagem dos reflexos do exterior com o das as pessoas em seu interior

Cildo Meireles: Inmensa, com sua grande mesa e uma seqüência de cadeiras...

Olafur Eliasson - Means of a Sudden Intuitive Realization. Ao entrar neste Iglu de fibra de vidro, você verá uma fonte d água iluminada por uma luz estroboscópia, dando a impressão de que as gotas d'água estão paradas no ar. Não se recomenda a visita se você sofre de claustrofobia ou de epilepsia

Paul Mccarthy: Boxhead

Tunga: Deleite

Tunga: Lézart, aço, cobre e imã

Repare no banco sob a árvore. Fiquei imaginando o tamanho do tronco usado para o fazer.

Zhang Huan: Gui Tuo Bei

Waltercio Caldas: Escultura para todos os materiais não transparentes, mármore e madeira

Os móveis feitos em madeira chamam a atenção pela beleza e design

Marepe: A Bica

Eugenio Dittborn: La VI historia del rostro (El Rojo Cmino Negro)

Jarbas Lopes: Troca Troca

Galeria Cosmococa. A visita nesta galeria com instalações interativas é obrigatória em minha opinião

Giuseppe Penone - Elevazione

Chris Burden: Beam Drop Inhotim 2008

detalhe da Beam Drop Inhotim 2008

Jorge Macchi: Piscina 2009

Valeska Soares: Folly. Não perca a oportunidade de visitar seu interior com paredes espelhadas, nas quais são projetadas imagens de dançarinos que se fundem ao reflexo dos visitantes.

Interior de Folly, onde ao som de "The Look of Love" de Burt Bacharach as imagens dos dançarinos interagem com as dos visitantes

Dominique Gonzalez-Foerster: Desert Park; uma coleção de pontos de ônibus em concreto

Fachada da Galeria Adriana Varejão, a mais bela em minha opinião

Espero que este post os animem a visitar Inhotim, que é um passeio para toda a família. Adultos, crianças e idosos podem aproveitar plenamente o dia. Restaurantes, quiosques com cachorros-quentes e pizzas, e lanchonetes garantem a alimentação para todos os gostos e bolsos. Além disto sanitários e fraldários estão dispostos por todo o parque, facilitando muito a vida de quem está com crianças. Sendo assim, quando vier, planeje passar o dia e você certamente irá gostar muito. Eu pessoalmente já estou planejamento minha volta, pois este é o tipo de lugar que ao voltarmos para casa e começarmos a olhar as fotos, nos desperta a vontade de retornar, para rever algum detalhe ou ver o que não tivemos tempo na primeira visita.

Edson Maiero

 

Em dezembro do ano passado, estávamos viajando e listei com meu filho de 10 anos quais viagens nós gostaríamos de fazer em 2011. A lista ficou enorme e infelizmente devido a correria do dia a dia a maioria dos destinos ainda esta apenas no papel e para dizer a verdade, aumenta a cada dia. Como não gosto de deixar “tarefas” incompletas, neste final de ano, planejei um “esforço concentrado” e depois de passar um final de semana em Brasília, decidi por visitar Buenos Aires, antes de embarcar para Paris.

Aproveitando uma promoção da Gol no Facebook comprei, em um domingo a noite, as passagens com um desconto de 50% e fui atrás do hotel. Pela primeira vez arrisquei a fazer a reserva pelo Booking.com. Sempre tive receio, e preferi usar diretamente o site do hotel escolhido, mas como várias pessoas usam o serviço me rendi. Fiz a reserva no Hotel Trianon Residence Recoleta, recebi o email do Booking.com confirmando a reserva, e fui feliz da vida para a sala ler sobre Buenos Aires e planejar melhor o final de semana. Mas eis que lendo no artigos sobre Buenos Aires no Viaje Na Viagem, do grande Ricardo Freire, que eu vejo  péssimos comentários sobre o hotel que havia escolhido 10 minutos atrás: desde mau atendimento até a existência de piolhos, passando pelo péssimo café da manhã. Não perdi tempo, cancelei a reserva e escolhi outro hotel, desta vez melhor recomendado: Urban Suites, também na Recoleta.

A viagem foi curta apenas o final de semana, saindo na sexta-feira às 21h30 e retorno no domingo a noite. Como o vôo decolou atrasado, até desembarcarmos, pegarmos a mala e um taxi, fomos chegar no hotel por volta das 2h00 da manha. Chegamos ao hotel e ao apresentar a reserva impressa o atendente disse de bate pronto, sem ao menos ler: “Deve haver algum engano, o hotel esta completamente cheio, e não temos mais nenhuma reserva para esta noite“. Xinquei mentalmente o booking.com e tentei aparentar calma enquanto olhava para a cara de sono e desespero de meu filho, e depois de usar meu portunhol fluente com o rapaz do Hotel, eis que me lembrei da reserva que havia cancelado. Abri o Ipad para conferir e ali estava, saltando em meus olhos: a reserva do Urban Suites! Por alguma razão que ainda não descobri, paguei o maior mico de minha vida, ao imprimir não a reserva válida, mas a cancelada. Eu estava no Trianon Residence. Pegamos outro taxi, e as 3h30 estavamos dormindo no Urban Suites (excelente hotel, nosso quarto era muito espaçoso e confortável, além de muito bem decorado).

Ao acordar na manhã de sábado, abri a janela e vi o motivo de ter pago 100 pesos a mais na diária por um quarto voltado para a rua: O Cemitério da Recoleta e pensei comigo: tem coisas que apenas um turista faz: Eu nunca ficaria em um hotel em frente a um cemitério em São Paulo, quanto mais pagaria mais caro para ter um quarto com vista para ele. Após o café da manha, fomos caminhar e começamos pelo Cemitério e depois percorremos algumas avenidas do bairro.

Cemitério da Recoleta visto do Hotel Urban Suites

o cemitério impressiona pela sofisticação de seus mausoléus

outro lado da moeda: túmulos usados como depósitos de material de limpeza pelo pessoal do cemitério

detalhes dão um toque de beleza e tristeza

teias da vida e da morte

Caminhando pela Recoleta e conhecemos a Plaza San Martins de Tour, local aconchegante para descansar e que impressiona pela grande concentração de “Gomeros”, uma grande árvore com raízes enormes.

Plaza San Martín de Tours - "El Gran Gomero", uma árvore com 130 anos

Os grande Gomeros tomam conta da Plaza San Martins de Tours e formam uma sombra aconchegante para descanso

 

os portenhos adoram passear com seus cães

arte na praça

Depois de nossa parada na praça para descansarmos, seguimos em direção ao Obelisco e Casa Rosada e depois de visitarmos a Casa Rosada fomos de taxis para El Caminito.

Localizado no cruzamento das avenidas Corrientes e 9 de julho, o Obelisco comemora o 4o. centenário da fundação da cidade

Casa Rosada: sede do Governo Argentino

 

El Caminito: show de cores

No dia seguinte fizemos o tour no ônibus turístico, e devo confessar que me arrependi já no momento de pagar o bilhete: 70 pesos para adultos e 35 pesos para crianças. O bilhete lhe dá direito para usar o ônibus por 24 horas, descendo e subindo em qualquer parada, mas como o trajeto demora muito a ser completado (3 horas) e nós iríamos para o aeroporto às 18hs, simplesmente teria sido mais barato ter usado um taxi, mas isto eu conto em outro post.

Descemos no Porto Madero para almoçar e caminhar um pouco. E aqui devo dar um conselho: Nunca vá a um restaurante chamado “Rodízio”! É muito caro, e apesar do nome, não se parece em nada com nossos rodízio, a ponto de meu filho perguntar ao garçom se tinha carne.

Puente de la Mujer, obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava

Não perca a chance de visitar a Fragata Sarmiento - construída em 1897

Fragata Sarmiento: serve de museu em Porto Madero

Puente de la Mujer vista da Fragata Sarmiento

Após tomar um sorvete no Freddo caminhamos até o centro para uma rápida visita à Galeria Pacífico. Fiquei impressionado com a decadência da Calle Florida: tomada de ambulantes e camelôs é quase impossível andar e a sensação de que alguém irá lhe bater a carteira é constante. Passando em uma loja Havana, ouvi uma brasileira desesperada dizendo às amigas que sua bolsa havia sido roubada. Elas sentaram para tomar um café e bater papo, e distraídas não viram alguém passar e levar uma das bolsas que repousava em uma das cadeiras. Creio que nós brasileiros, estamos tão carentes de nos sentir seguros no Brasil, que quando vamos ao exterior relaxamos e somos descuidados ao extremo, sendo vítimas fáceis para este tipo de larápio.

Galeria Pacífico: charme e sofisticação

Minha conclusão: apesar de corrido, se você já conhece Buenos Aires é um bom programa passar o final de semana lá. A cidade tem um ar europeu e é convidativa para caminhadas. Sem falar da comida e se você gostar de tango, é sempre uma opção a noite.Mas se você não conhece a cidade, creio que um final de semana é pouco tempo, procure ir em feriado prolongado ou em férias.

Quer ler mais sobre Buenos Aires? Veja o post abaixo:

El Caminito a cores e em 360º

Edson Maiero

 

O multicolorido El Caminito esta localizado em La Boca, a casa do Boca Juniors. Nos anos 50, as casas feitas de madeira e zinco foram pintadas por artistas, que usaram sobras de tintas de barcos e como não havia tinta suficiente para pintar-se uma casa com apenas uma cor, estava criado este mural de cores berrantes a céu aberto. Desta forma, esta pequena rua se tornou um dos pontos turísticos mais importantes de Buenos Aires.

Aqui você encontra artesanato, restaurantes, shows de tango, além é claro de muita alegria e cores.

El Caminito em 360º

El Caminito: cores, turistas, fotografias, Maradona e loja Havana

tango

as paredes de zinco e madeira: cores vivas

 

você pode comprar gravuras sobre o Caminito e Buenos Aires

 

vamos tocar arcordeão?

 

lojas de artesanato

 

uma pausa para um bate papo

alguém precisa trabalhar

Os restaurantes oferecem shows de tango, além da deliciosa comida argentina

Edson Maiero

 

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