Quer mimar seus olhos? visite Torres del Paine

Quer mimar seus olhos? visite Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia Chilena, é certamente um dos lugares mais privilegiados pela natureza, que já visitei. Suas montanhas, glaciais, rios, fauna e flora, atraem visitantes de todo o mundo e durante 4 dias percorri o parque, geralmente de carro, fotografei lugares fantásticos e fiz uma coletânea neste post de alguns destes locais imperdíveis.

A primeira parada obrigatória é o Mirador do Lago Sarmiento. Localizado na beira da estrada, ainda antes de chegarmos à portaria do parque. Aqui temos uma visão do lago e da Cordilheira Paine, ao fundo. Infelizmente uma cerca nos impede de ir até a margem, mas mesmo assim a vista vale a pena.  O Lago Sarmiento é o mais extenso do parque, tem 90 km² e sua profundidade chega a 315 metros.

Chile, Lago Sarmiento, Puerto Natales, Torres del Paine

Lago Sarmiento

A nossa segunda parada foi na Laguna Amarga, uma lagoa com elevado Ph (9,1), o que deixa a água amarga. O nome pode não ser original, mas a beleza do lugar é imbatível e mesmo estando longe, não resisti e parei o carro para fotografar. Foi aqui que vi pela primeira vez, as torres que dão o nome ao parque.

Chile, Laguna Amarga, Puerto Natales, Torres del Paine

da estrada: a Laguna Amarga e as Torres del Paine

Chile, Laguna Amarga, Puerto Natales, Torres del Paine

Laguna Amarga: este visual é demais!!

Dirigir em Torres del Paine é uma experiência única, e a cada curva nos surpreendemos com alguma cena cinematográfica. O dia estava especialmente bonito, céu azul, poucas núvens, as águas verdes do Lago Peohé, montanhas cobertas de neve e o Salto Grande, completaram o espetáculo.

Chile, Lago Peohé, Puerto Natales, Salto Grande, Torres del Paine

Salto Grande no Lago Peohé

Saíndo da estrada chegamos até o Salto Grande, uma queda d’água de 15 metros de altura, que liga os lagos Nordenskjöld e Peohé. Daqui podemos fazer uma caminhada de 1 hora até o Mirador Los Cuernos. A trilha é de baixa dificuldade, sendo assim não exige muito preparo físico, podendo ser feita por crianças ou idosos. Apesar do nível baixo de dificuldade, ela apresenta um alto nível de beleza e faz que os mais empolgados, se sintam membros da NatGeo, desbravando a natureza. Ao chegar ao mirante, vale a pena passar um tempo, descansar e curtir a natureza. As águas verdes do lago e a proximidade da montanha, são de tirar o fôlego.

Chile, Puerto Natales, Salto Grande, Torres del Paine

Mirante do Salto Grande

Chile, Mirador Los Cuernos, Torres del Paine

Visão 180 graus do Mirador Los Cuernos

A caminho do Lago Grey, ao cruzar pela ponte sobre o Rio Paine, vimos uma ponte de madeira, saímos da estrada e caminhamos até lá. Tratava-se do que sobrou da Puente Weber, uma antiga ponte de madeira desativada e que agora serve de mirante.

Chile, Puente Mirador Weber, Puerto Natales, Torres del Paine

Mirador Puente Weber

O Lago Grey foi sem dúvida o lugar que mais me impressionou em Torres del Paine. Afinal não é todo o dia que você pode visitar um glacial. Gostei tanto que o visitei duas vezes. No primeiro dia fiz a navegação até o glacial, e você pode ler os detalhes aqui. Já na segunda vez, voltei para caminhar às suas margens e a vista compensa tanto, que nem a  areia extremamente fofa, na qual os nossos pés afundam, dificultando o andar, e nem o forte vento gelado, me fizeram desistir. E valeu a pena, pois quando cheguei ao outro lado, descobri uma trilha, que leva a um mirante, de onde temos a vista do lago e seus icebergs.

Chile, Lago Grey, Puerto Natales, Torres del Paine

Lago Grey

Chile, Mirante do Lago Grey, Puerto Natales, Torres del Paine

Mirante do Lago Grey

As estradas de Torres del Paine têm uma vista maravilhosa, e é difícil dirigir alguns quilômetros, sem parar para fotografar. Abaixo três fotos que fiz nestas paradas “não programadas”: Mirador Grey, Hosteria Pehoe, construída em uma ilha nas águas do Rio Pehoé e o simpático Vale do Rio Serrano.

Chile, Mirador Grey, Puerto Natales, Torres del Paine

Mirador Grey

Hosteria Pehoe,Chile, Puerto Natales, Torres del Paine

ilha com a Hosteria Pehoe

Chile, Puerto Natales, Rio Serrano, Torres del Paine

Vale do Rio Serrano

A última foto deste post, foi também a última foto que fiz em Torres del Paine: ao sair pela portaria do parque, em vez de seguir em frente, rumo a Puerto Natales, entrei em uma estrada à esquerda, procurando algo diferente para fotografar e valeu a pena. Encontrei este simpático rancho, bem em frente às Torres del Paine e fechei minha estada aqui, feliz com esta última foto.

Chile, Puerto Natales, Torres del Paine

última foto que fiz das Torres del Paine: para fechar com chave de ouro

Escrevi este post para matar a saudade de Torres del Paine, mas em vez disto, a saudade aumentou e muito. Não será surpresa eu voltar lá próximos meses, afinal, ainda tenho que conhecer muito por lá.

 

Siga o Phototravel360 no Twitter – @phototravel360

Visite o Phototravel360 no Facebook – Phototravel360

Assine o Phototravel360 por email – Phototravel360

 

This Post Has One Comment
  • Rumo ao glaciar Grey, debaixo de um céu azul e sol radioso. O caminho começa plano, por um desfiladeiro que vai alargando. Sobe-se depois, para chegar ao lago Grey, que vai espelhar as montanhas durante a manhã inteira. No meio, ficam duas ilhas que mais parecem duas batatas – pelo menos para quem anda com um bocado de fome. A vegetação é rasteira, feita de arbustos e moitas espinhosas, algumas com bagas vermelhas, outras com uma penugem delicada, que o vento vai arrancando. Mais tarde entramos em bosques húmidos, que dezenas de regatos transformam em lamaçais escorregadios. Finalmente, atingimos o refúgio Grey, um dos que já foi destruído pelo fogo. Recentemente reconstruído, está agora entregue à iniciativa privada – e fica tão perto do glaciar que, de cada vez que se desprende um pedaço de gelo, a casa abana. A uns minutos apenas, do cimo de um rochedo negro que serve de miradouro, podemos ver todo o glaciar, uma enorme extensão de gelo quase tão azul como o céu. Encrespada na frente e plana lá ao fundo, parece uma gélida representação dos Andes em volta: de pontas aguçadas, em lâmina, serrilhadas, um agulheiro onde a neve tem dificuldade em prender-se. De vez em quando, com o estrondo de um canhão, um pedaço de gelo desprende-se e afasta-se do glaciar, flutuando como um barco, empurrado pelo vento até a uma das margens. Podíamos ficar horas a apreciar o espectáculo sempre diferente da natureza em movimento: nuvens que ensombram o lago, mudando-lhe a cor, a luz do sol que esmorece, amaciando as arestas das torres de gelo. E ficámos.

Comments are closed.