Évora, uma cápsula do tempo
Localizada no coração do Alentejo, a cidade fortificada de Évora nasceu na época dos romanos e durante a idade média, abrigou vários Reis Portugueses, se tornando um centro de artes e estudos, mas com a anexação de Portugal pela Espanha, em 1580, a cidade perdeu poder e teve sua importância diminuida gradualmente, até que no século 18, a universidade jesuíta acabou sendo fechada.
Distante apenas 1h40 de Lisboa, a cidade de Évora é uma excelente candidata para uma viagem de bate-e-volta. Atualmente reconhecida pela Unesco como patrimônio histórico da humanidade, o seu centro histórico muito bem conservado, nos permite viajar no tempo e conhecer seu tempo de esplendor.
A caminhada que descrevo a seguir teve início na Praça do Giraldo, ponto de agito da cidade, com várias lojas e restaurantes. Caminhando alguns metros pela Rua 5 de Outubro (aproveite para observar as lojas e quem sabe você não acaba comprando alguma antiguidade ou artesanato), chegamos ao templo romano e parece que viajamos no tempo. Construído pelos romanos nos séculos 2 ou 3 DC, é dedicado a Deusa Diana e ao longo dos tempos foi usado como arsenal, teatro e até matadouro, até que foi restaurado em 1870.
Contornando o Tempo Romano, temos o antigo Convento dos Loios, hoje transformado em uma luxuosa pousada estatal (Pousada dos Loios), onde os quartos, restaurante e piscina, foram decorados de modo a interagir com a arquitetura original e garantem todo o conforto aos hospedes. Desta vez não tive tempo, mas em uma próxima viagem gostaria de hospedar por lá.
Ao lado da Pousada dos Loios temos a Igreja São João Evangelista, também conhecida como “Os Loios”, com sua fachada branca e seu interior preserva belos azulejos do século 18.
Caminhando por detrás do Convento dos Loios chegamos a antiga Universidade de Évora, inaugurada em 1559 pelo Cardeal Henrique, irmão de João III, foi uma importante escola por 200 anos, até que foi fechada em 1759, por ordem do Marques de Pombal, que expulsou os jesuítas de Portugal. Hoje parte da Universidade de Évora, a escola ainda possui o claustro e paineis de azulejos retratando temas ligados ao estudo, como platão dando aula.
Retomando nossa caminhada, temos a Catedral de Évora, cuja construção começou em 1186 e foi consagrada em 1204, vindo a ser concluída apenas em 1250. O altar-mor e o coro de mármore, são obras de JF Ludwig, que foi também arquiteto do Mosteiro de Mafra.
E deixamos para o fim a Igreja de São Francisco, construída no século 15, e que tem como grande diferencial a “Capela dos Ossos”, construída por 3 monges no século 17, que usaram os restos mortais de 5.000 monges, para cobrir as paredes e colunas com ossos e crânios. Para completar o clima, as abóbodas são pintadas com motivos alegóricos à morte. Uma inscrição sobre a entrada avisa e nos lembra, que a vida é finita: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos“.
Durante sua visita a Évora, fique atento aos horários, pois a maioria dos monumentos fecha para almoço, e retorna por volta das 14h00, sendo assim, planeje seu almoço para este horário.
Edson maiero
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Marcia,
Realmente Évora é uma cidade previlegiada. A capela dos ossos, apesar de mórbida, não é um lugar que causa um mal estar aos visitantes, os monges que a construíram conseguiram passar uma mensagem mais artística do que de terror.
Obrigado pelo seu comentário.
Edson Maiero
Very nice photos Mr. Maiero! I’m a fan.
Oi, Edson. Tudo bem?
Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com
Beijos e até mais,
Natalie – Boia Paulista
Évora, uma cápsula do tempo
Via @phototravel360
#Portugal #Alentejo # Évora #Fotos http://t.co/Ii3scSlQ
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[...] ► São de babar as imagens que o fotógrafo Edson Maiero, do blog PhotoTravel360, registrou da bela cidade de Évora, em Portugal. Uma verdadeira viagem no tempo. Confere lá. [...]














Évora é deslumbrante. Achei a capela dos ossos mórbida. Lindas fotos, resumo completíssimo, parabéns.