Esta pequena cidade em Andaluzia é magnifica e nos surpreendeu. A escolhemos como uma das cidades base em nosso roteiro pensando em poder visitar outras cidades próximas, os chamados Pueblos Blancos. Mas chegando lá o nosso sentimento mudou. Não havia razão para pegar o carro e sair em busca de outras cidades. Ronda era perfeita, e então ao invés de dedicarmos a ela apenas uma tarde, dedicamos 2 dia e apenas saímos de carro no terceiro dia devido a chuva que castigava a cidade e impossibilitava caminhar por suas estreitas e elegantes ruas.

A cidade de 37 mil habitantes é cortada pelo Cânon do Rio Guadelevín, cuja profundidade em alguns pontos supera os 100 metros. Ligando os dois lados da cidade temos 3 pontes, sendo que a principal é a Puente Nuevo, com quase 100 metros de altura desde sua base e que foi concluída em 1793, obra do arquiteto Martin de Aldehuela. Diz a lenda que ele morreu ao cair tentando gravar na lateral da ponte a data de conclusão de sua obra.

Vista da Puente Nuevo a partir do Cânon do Rio Guadelevín

Para visitar a Cidade comece pela Plaza de Toros e veja em detalhes todas as instalações desta que foi a primeira Plaza de Toros construída na Espanha, lá você poderá ver as cocheiras nas quais os Touros são mantidos até o momento da Tourada, entrar na Arena e subir até as arquibancadas e assim ter uma boa visão desta tradição espanhola.

Plaza de Toros de Ronda – 225 anos de tradição

Quando a porta do coche se abre o touro segue pelo corredor rumo a arena

O próximo passo é caminhar alguns metros em visitar a Puente Nuevo e admirar a beleza do Cânon do Rio Guadelevín com seus 100 metros de profundidade neste ponto. Ao lado da ponte, temos o  Hotel Parador, construído na borda do precipício, ele proporciona uma vista sensacional e a oportunidade de tomar um café e descansar. Depois disto, ande pela ponte e admire a vista de ambos os lados.

Vista da Puente Nuevo e do Cânon do Rio Guadelevín – 100 metros de profundidade neste ponto

Rio Guadelevín visto da Puente Nuevo

Vista do Cânon, a direita temos o Hotel Parador

Pagando 2 Euros você pode visitar o interior da ponte, que era usado como prisão – o acesso é ao lado do Hotel Parador

Sua próxima parada agora é o Mirante de Aldehuela, logo a esquerda após cruzar a ponte e de lá, uma caminhada de 500 metros para a Casa S. Juan Bosco, que construída no início do século XX, possui uma rica amostra de azulejos e cerâmica regional e um belo jardim com uma vista privilegiada do Cânon.

vista do Mirante de Aldehuela

Jardim da Casa S. Juan Bosco

vista dos jardins da Casa S. Juan Bosco permite uma ampla visão do vale abaixo

Na continuação do passeio, vamos descer até o Cânon do Rio Guadelevín. A trilha é leve e pode ser feita por pessoas de todas idades, basta apenas respeitar o ritmo de cada um, além de que a oportunidade de andar até o pé da ponte vale totalmente o esforço.

Puente Nuevo

Puente Nuevo

Mirante da Casa S. Juan Bosco

Vista da Puente Nuevo através da porta das ruínas de uma velha muralha

O próximo ponto a ser visitado é a Casa del Rey Moro, construída no século XVIII e que hoje tem a fachada resultante de sua última reforma em 1920. Belos jardins foram criados pelo arquiteto francês Jean Claude Forestier, que também foi responsável pelos Jardins do Parque de Maria Luisa de Sevilla e o Jardim del Bois de Boulogne em Paris. Infelizmente este patrimônio histórico está hoje em ruínas em decorrência de uma disputa entre o proprietário e a prefeitura local. Desta forma a visitação esta aberta apenas aos jardins e ao subterrâneo “La Mina”, um túnel, construído nos princípios do século XIV (4 séculos antes que a própria casa) e que é uma obra prima da engenharia da época.  Escavado na rocha temos um túnel em forma uma escada caracol com 200 degraus, e quase 100 metros de profundidade, e que no caminho nos mostra masmorras e uma galeria para armazenamento de água. Além disto, no percurso existem janelas para a entrada de luz natural. No final do túnel uma porta nos dá acesso ao Rio Guadalevín, na base do Cañon. Este é um momento para aproveitar a vista e recuperar o fôlego, pois uma longa subida nós aguarda.

Casa del Rey Moro sendo destruída pela falta de preservação

Casa del Rey Moro

Ao final da descida da escada de “La MIna” chegamos ao fundo do Cânon do Rio Guadalevín. A visão única deste lugar faz com que a descida valha muito a pena

Se você gostou e que quer mais informações a respeito, clique nos links a seguir e visite outras páginas no Phototravel360.com a respeito da Cidade de Ronda:

  1. Ronda em 360º
  2. Ronda – Plaza de Toros – 360 graus
  3. Canon del Rio Guadalevin

 

Quer ler mais sobre a Espanha, clique aqui.

 

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This Post Has 3 Comments
  • Lindas as fotos. Ajudou-me a decidir conhecer Ronda e fazer um pernoite!

  • Oi Edson,
    Vou em agosto para Andaluzia e queria passar uma noite na cidade. Estarei no caminho de Granada para Cádiz, você sabe em qual região é melhor? Perto de alguma das atrações? Rodoviária? Centro?

  • Diz que nasci aí, filha de Endora e de Raul, e fui roubada para o Brasil, por ter nascido muito abençoada, diz que minha madresita morreu no mesmo dia e meu pai fora torturado e morto em 1998, Moros, de nacionalidade branca da espanha. Ainda não pude visitar os locais, mas pretendo ir para historiar-nos, sou Angeóloga. É muito abençoado aí. Ass. Mone.

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