Estrada de Ferro Campos do Jordão

Estrada de Ferro Campos do Jordão

Estradas de ferro no Brasil costumam ser feias, com muros intermináveis, sempre sujos e/ou quebrados. Em Campos do Jordão está regra é completamente desrespeitada. Lá a Estrada de Ferro está incorporada ao cenário e lhe dá um charme especial. A primeira característica é a ausência de muros, que enfeiam e dividem cidades. A segunda é que todo seu percurso é arborizado com o plátanos, uma espécie nativa da América do Norte e que é mundialmente conhecida devido a famosa “folhinha” na bandeira do Canadá, que é uma folha de plátanos. Com a chegada do outono suas folhas secam e caem, deixando o chão forrado de folhas secas e dando um ar europeu à Cidade.

CLIQUE NA FOTO PARA ABRIR – A linha férrea esta integrada à cidade, com o ar europeu dos plátanos e uma ciclovia que percorre todo seu percurso, proporcionando lazer para moradores e turistas que caminham e pedalam em seus 8km. Na foto a composição A4, fabricada em 1914 e que faz o percurso até Santo Antonio do Pinhal no passeio conhecido como “Trem da Serra”

A linha liga Campos do Jordão à cidade de Pindamonhangaba, passando por Santo Antônio do Pinhal. A estrada foi idealizada pelos médicos Emílio Ribas e Victor Godinho, com o objetivo de facilitar o transporte de pacientes de tuberculose que vinham se curar na cidade, uma vez que o clima de montanha é ideal para este tratamento. As obras iniciaram em 1910 e a estrada foi inaugurada em 1914, sendo que até 1924 as locomotivas a vapor percorriam seus 47 km em 12 horas. As locomotivas elétricas foram implementadas em 1924 e com isto o tempo de viagem caiu para 3 horas.

Durante várias décadas serviu ao transporte de carga e passageiros e desde 1970 seu foco é o turismo e hoje temos algumas opções de passeio, que você pode ver abaixo:

Bondinho Urbano (nos limites da cidade): saindo da estação Emílio Ribas no Parque Capivari, estes simpáticos bondinhos em estilo inglês, também conhecidos como Camarão, cruzam 7 km (50 min) pela cidade até a estação São Cristóvão, 1 km após o portal da cidade. Está é uma oportunidade para ver a cidade por outro ângulo e sentir um pouco do clima da época em a linha foi inaugurada. Este passeio é no estilo bate-volta, sem ser permitido descer do trem e custa R$ 12,00 e as partidas são de 30 em 30 minutos a partir das 9:30 até 16:30 horas.

detalhe do sistema de comando de um bondinho

pátio de trens na estação Emílio Ribas no Parque Capivari

bondinho se aproxima da estação Damas. Atualmente o bondinho não para mais nas estações distribuídas ao longo do trajeto.

Outro passeio é a Maria Fumaça: estes passeios de 4km entre as Vilas de Capivari a Abernéssia, com duração de 35 minutos,  ocorrem nos finais de semana e feriados, as 13h00, 15h00 e 17h00 a um custo de R$ 18,00 e são muito procurados, pois andar em uma destas antigas locomotivas a vapor é uma oportunidade única e todos querem aproveitar. O gostoso sacolejar dos vagões, o apito acionado em cada cruzamento e som dos pistões a vapor se movendo fazem deste passeio uma verdadeira viagem no tempo. Uma dica, ao comprar os bilhetes, que são numerados, tente conseguir assentos do lado esquerdo do trem, pois a vista é mais interessante.

“A Baronesa”, locomotiva fabricada em 1927

O terceiro passeio é o  “Trem de Serra” que faz o percurso entre Campos do Jordão e Santo Antonio do Pinhal. Este passeio de 19km, tem uma duração de 2,5 horas, sendo uma hora para ir, outra para voltar e 30 minutos de parada na estação Engenheiro Eugênio Lefévre, e tem um custo de R$ 48,00. O trem é confortável e um guia segue no vagão, dando dicas e informações durante a viagem que atravessa a cidade de Campos de Jordão, e corta a Serra da Mantiqueira, sendo que neste percurso encontra-se o ponto culminante das ferrovias brasileiras, com uma altitude de 1.743 metros, no Alto do Lajeado. Neste local é possível vermos a Pedra do Bau e o Palácio do Governo. Para facilitar a visualização o trem faz uma pequena parada para fotografias. Assim fica a dica, ao compras os ingressos, que tem lugares numerados, escolha o lado direito do trem afim de ter uma melhor visão do vale.

Alto do Lajeado

Inicio da descida de rumo a Santo Antonio do Pinhal. A rampa com 10% de inclinação (ou seja a cada 100 metros percorridos descemos 10 metros) é vencida apenas pelo atrito das rodas com os trilhos

Estação Eng.Eugênio Lefévre em Santo Antônio do Pinhal

junto à estação temos casas de funcionários e um sistema manual para girar a locomotiva, afim de que ela possa fazer o trajeto de volta

após descer na Estação Eng.Eugênio Lefévre, vá até o Mirante, onde além da vista do vale temos uma estátua de Nossa Senhora Auxiliadora

Mirante em Santo Antonio do Pinhal, com uma bela visão do Vale do Paraíba

 

Quer mais informações sobre Campos do Jordão? Leia os posts abaixo:

Campos do Jordão

Pedra do Bauzinho em 360º

Museu Felícia Leirner (post completo)

Museu Felícia Leirner em 360°

Horto Florestal em Campos do Jordão

 

Siga o Phototravel360 no Twitter – @phototravel360

Visite o Phototravel360 no Facebook – Phototravel360

Visite o Campos do Jordão 360 no Facebook – CamposdoJordão360

Assine o Phototravel360 por email – Phototravel360

 

Edson Maiero