Espaço do leitor: Portugal por Otávio Nogueira

Espaço do leitor: Portugal por Otávio Nogueira

Em fevereiro o nosso leitor Otávio Nogueira, viajou para Portugal e ele agora ele conta em nosso blog,  sua experiência por lá:

“Resolvi passar o Carnaval de 2013 em Portugal, que de longa data desejava conhecer. Mexe aqui, consulta ali e descobri que os Portugueses elegeram os seus mais emblemáticos monumentos em uma votação oficial. Quer fonte mais segura para traçar o seu roteiro de viagem?

  • Castelo de Guimarães: Dentro de suas muralhas medievais nasceu o ambicioso rei Afonso Henrique, que em 1128 venceu o exercito da própria mãe, tomando a força o Condado Portucalense. Em seguida ele parte em guerra contra os mouros  e começa a traçar as fronteiras de um novo pais.
  • Castelo de Óbidos: É o chamariz em uma vila medieval, cercada por muralhas, e preenchida de casinhas pintadas de branco. Foram os romanos que ergueram o castelo, mas a monarquia se encarregou dos adornos, como as janelas manuelinas do pátio. Hoje funciona como um hotel.
Óbidos, Portugal

uma senhora vende bordados na “Porta da Vila”, em Óbidos

  • Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça: Os reis costumavam agradecer suas vitórias com a construção de um mosteiro. Ao derrotar os mouros e conquistar Santarém, Afonso Henriques mandou erguer esse convento pertinho do encontro dos rios Alcoa e Baça. Possui a maior igreja do país, e guarda os túmulos de em estilo gótico flamejante de D. Pedro I e D. Inês de Castro.
  • Mosteiro da Batalha: Quem se aproxima da pequenina Vila da batalha, logo avista as pontas das impressionantes torres góticas. E, quanto mais perto se chega, maior é a admiração. Quase dois séculos (de 1388 a 1580) foi o tempo necessário para a construção do mosteiro. Ele também é resultado de uma batalha vitoriosa – a de D. João I contra o invasor castelhano em 1385. A arquitetura mistura vários estilos e é um dos símbolos máximos do gótico final português.
  • Mosteiro dos Jerônimos: Este edifício espelha toda a glória dos descobrimentos, com cordas, conchas e outros elementos marítimos ornamentando a fachada de mais de 300 metros de extensão. Começou a ser erguido em 1501, a beira Rio Tejo, em Lisboa, a mando do rei Manuel I. Na capela-mor da igreja, estão os restos mortais do antigo monarca. Mas os túmulos mais visitados são os de Vasco da Gama e de Camões, à entrada da igreja. Nos claustros uma das atrações é o túmulo de Fernando Pessoa.
Belem, Lisboa, Mosteiro dos Jeronimos, Portugal, Tela São Jerónimo penitente, Tumulo Vasco da Gama

Túmulo de Vasco da Gama no Mosteiro dos Jerônimos

  • Torre de Belém: Fica pertinho do Mosteiro dos Jerônimo e completa o panorama da era dos descobrimentos com uma arquitetura digna da época. A fortaleza construída entre 1514 e 1520, servia para proteger as caravelas que saíam ao mar do Novo Mundo. Também funcionou como prisão política.
  • Palácio da Pena: Da ruína de um antigo mosteiro, o rei D. Fernando II fez esse exuberante palácio na Serra de Sintra. Ao visita-lo, o compositor alemão Richard Strauss não se conteve: “Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egito, mas nunca vi nada que valha a pena. Este palácio é a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor e, lá no alto, está o Castelo do Santo Graal”.
Palácio de Pena, Portugal, Sintra

Palácio de Pena em sintra

Então, mãos a obra, busquei meus antigos planejamentos de viagens e comecei a atualiza-los, não mais como um sonho distante, mas de maneira séria. Já tinha as cidades e o roteiro previamente traçados, mas precisava enriquecê-los com detalhes referentes à logística, determinando tempo de viagem entre as cidades e o tempo gasto para conhecer cada atração.

Quando se viaja em excursões, esses detalhes (chatos) ficam por conta das operadoras de turismo, que as executam com maestria. Quando se opta por viagem autônoma e se aluga um carro, ainda que com GPS, a única maneira de evitar surpresas desagradáveis e estressantes, é ser o mais detalhista possível na fase de planejamento. Foi nessa fase de planejamento que conheci o  Phototravel360.com. Arrisquei escrever perguntando, e o Edson, responsável pelo Blog, respondeu às minhas dúvidas, com direito as réplicas e tréplicas, à quem muito agradeço. Foi dele, também, a sugestão de conhecer Viana do Castelo, encantadora cidade da Região do Minho, que ia deixando para trás.

Viana do castelo, Portugal, Minho

“Dançarinos” em Viana do Castelo

Vamos às premissas que adotei e as dicas para você planejar a sua viagem:

Carro: Pesquisei através dos sites e dos 0800 (call-free) de locadoras de lá, e com filiais no Brasil. Com isso paguei em Reais (R$) e ainda parcelei no cartão, sem o acréscimo de 6,38% do IOF. Ao devolver o carro, paguei (em euros) pelo aluguel do GPS e do “e-toll”, aparelho similar aos nossos “onda verde”, “sem parar” ou “passe livre” que permitem a passagem pelos pedágios sem parar para pagar. O valor gasto nos pedágios é cobrado diretamente em seu cartão de crédito, com acréscimo de IOF. Mas a praticidade de passar rapidamente pelos pedágios, compensa completamente isto.

Dica-1: O “e-toll” é de imensa utilidade, mas até fevereiro de 2013 só era oferecido pela AVIS.
Dica-2: Você conhece a Lei de Murphy? Melhor fazer seguro total, sem pagamento de franquia.

Tempo de viagem entre cidades ou atrações: Cada motorista dirige de um modo, uns apreciam as paisagens; poucos viajam com cautela, muitos viajam acima da velocidade permitida aproveitando a qualidade do asfalto e visando chegar logo; mas e se estiver chovendo? Para quem não conhece são muitas as variáveis…

Dica-3: de carro – Adotei o tempo de deslocamento entre uma cidade e outra, informado pelo Google Mapas e acrescentei 10 minutos, ou proporcional, para cada hora de viagem. Isto foi mais do que suficiente, porque as estradas são muito boas, e tem que se tomar cuidado para não ultrapassar o limite permitido de 120km/h, e ainda assim fui ultrapassado inúmeras vezes, como se estivesse parado … os Portugueses tem pé pesado, bota pesado nisso !!

Dica-4: a pé – Adotei o tempo de deslocamento a pé informado pelo Google Mapas e acrescentei 10 minutos, ou proporcional para cada hora, pois percebi que não conseguiria andar na velocidade prevista, afinal, estava de férias, fazendo turismo, onde e quando tudo é motivo de uma paradinha para fotos e contemplação.

Tempo de permanência visitando as atrações: Outra dúvida difícil de responder. Entrei nos sites oficiais das atrações que deseja visitar, e procurei por “Visita Guiada”. Normalmente essas visitas são feitas a pé e os deslocamentos, entre as atrações, são lentos, feitos com segurança de modo que o grupo consiga acompanhar e formem um circulo ao redor do guia de modo ouvir as explicações, etc.

Dica-5: Adotei o tempo indicado nas Visitas Guiadas (em geral 01h30min) e acrescentei 30 minutos. Em Tomar, gastei mais do que isso, mas em Batalha gastei menos. Portanto, ao longo do dia, como premissa, tá valendo!

Dica-6: Além dos 30 minutos anteriores, somei mais 30 minutos para as inevitáveis “comprinhas”. Se forem muitos os locais visitados no mesmo dia, fazem diferença, e esses 30 minutos também servem de “pulmão” para absorver algum tempo maior que o previsto, gasto no trânsito ou visitando as atrações. No final, tudo deu certo.

Estacionamentos: Se você está viajando de carro, não pode esquecer que precisa deixa-lo em algum lugar, enquanto visita e conhece as atrações que te fizeram ir a Portugal. Algumas atrações possuem “estacionamento oficial” ou integrado, como o do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Uns são bastante atípicos, feito em bolsões no meio da floresta, como os do Palácio da Pena. Outros são normais, junto ao meio fio, no entorno da atração a ser visitada, mas que depende de sorte de achar vaga.

Dica-7: Consultei o Google e me certifiquei da existência de todos. Os que não conseguir definir, perguntei ao Edson, que me esclareceu, evitando estresses e agilizando a visita.

Meu roteiro:
1º dia: Rio – Lisboa – Fátima – Porto;
2º dia: Porto – Guimarães – BragaBarcelos – Viana do Castelo – Porto;
3º dia: Porto – Leiria;
4º dia: Leiria – TomarBatalhaAlcobaçaÓbidos – Caldas da Rainha;
5º dia: Caldas da Rainha – Castelo da PenaPalácio de QueluzLisboa;
6º dia: Lisboa;
7º dia: Lisboa – retorno às 23:25hs para o Rio de Janeiro;

Porto, Portugal

Pôr do Sol na cidade do Porto

Ponte 25 de Abril, Padrão do Descobrimento, Lisboa, Belém, Portugal

Lisboa: Padrão do Descobrimento e ao fundo a Ponte 25 de Abril

Hoteis:

Quando não tenho dicas seguras ou boas informações de quem já passou pelas cidades, sempre opto pelos hotéis da Rede Accor que seguem o mesmo padrão lá e aqui. Assim:

Porto: Ibis Porto Centro, mas recomendo o Mercure Porto Centro, pois reservando com antecedência as tarifas se equivalem. Eu reservei em cima da hora e perdi o desconto, alias descontão!

Leiria: Ibis Leiria, mas foi um erro. Nada contra o hotel. O erro foi de “logistica”, deveria ter dormido em Tomar, isso tornaria o dia seguinte bem menos corrido e mais prazeroso.

Caldas da Rainha: Hotel Cristal Caldas. Hospedei-me na cidade porque não tinha certeza de que conseguiria conhecer Óbidos, preferi me precaver.

Nota: Se na noite anterior, não tivesse cometido o erro de me hospedar em Leiria, mas sim em Tomar, poderia ter optado por dormir em Sintra e não em Caldas da Rainha, isto me daria tempo para conhecer outras das muitas atrações de Sintra.

Lisboa: A grande dica é o Hotel Príncipe Lisboa, um 3 estrelas barato, honesto, com boa cama, bom chuveiro, bom café, boa limpeza, atendimento cordial, situado em frente à estação São Sebastião do Metro (Linha Vermelha que liga direto ao aeroporto internacional de Lisboa) e fica a uma quadra do El Corte Inglês, onde o ônibus de turismo (hop on-off) faz parada. O que eu mais poderia desejar?

Restaurantes:

Definitivamente o “turismo gastronômico” estava fora de meus planos. Eu tinha pouco tempo para conhecer muitas coisas e consegui, mas deixei de frequentar bons restaurantes e de saborear a culinária típica portuguesa. Contudo, recomendo 2 restaurantes:

Porto:  Theophilus – Av. Diogo Leite, 250 – Vila Nova de Gaia: Casa rústica, paredes em pedras, decoração em madeira e ornamentada com brasões e quadros antigos. Das mesas dispostas na calçada tem-se uma bonita vista do Rio Douro, o atendimento é cortes e educado. Alem de petiscos, servem boas e fartas refeições, almocei lá.
Sintra: Restaurante Mineiro – Avenida de Cascais s/n – Edifício dos Bombeiros  – São Pedro de Sintra: Além do buffet variado, serve o tradicional churrasco brasileiro. Depois de um tempo fora, dá saudades da comidinha de casa e é barato – preço fixo, podendo repetir quantas vezes desejar.”

O texto acima nos foi enviado por nosso leitor: Otávio Nogueira. Se também quiser compartilhar suas experiências no nosso blog, fique a vontade para nos enviar seu texto.

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