Encontro das Águas
Ver o encontro das águas dos Rios Negro e Solimões é um dos passeios mais esperados pelos visitantes de Manaus, e admito que comigo não foi diferente. Desde o momento em que agendei a viagem queria ver este fenômeno fantástico.
Saímos do hotel e pela primeira vez a lancha foi rio abaixo, seguindo a correnteza e foi muito interessante pois pudemos ver de perto a Ponte Rio Negro, ligando Manaus ao Município de Iranduba.
Recém inaugurada no dia 24 de Outubro, a ponte com seus 3.595 metros de extensão, foi construída no ponto mais estreito do Rio Negro e em alguns pontos, o rio atinge a profundidade de 55 metros. Ela é a maior ponte fluvial do Brasil e a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a ponte sobre o Rio Orinoco, na Venezuela. Apesar de achar a ponte muito bonita, me veio em mente uma preocupação: com esta ponte, Iranduba irá se desenvolver e a mata em seu entorno corre risco. Vamos torcer para que isto não ocorra.
Após passarmos pela ponte, outro momento muito curioso foi ver o Porto de Manaus a partir do Rio Negro. Centenas de embarcações, de todos os tamanhos, se aglomeram, disputando cada espaço. O porto fervilha de vida. São barcos chegando e saindo a cada momento, devo confessar que olhando todo aquele movimento, me lembrei de uma grande rodoviária. Não tive a oportunidade desta vez, mas quando voltar a Manaus vou andar pelo porto e viajar de barco até Santarém e viver um pouco mais a realidade deste povo.
Outra coisa me chamou a atenção neste ponto do rio: Postos de combustível flutuantes e alguns tem até lojas de conveniência e claro, todos aceitam pagamento com cartão.
Mais alguns minutos de viagem e a lancha parou. Olhamos para fora e a nossa volta víamos um encontro de gigantes acontecendo: as águas escuras do Rio Negro se encontrando com as águas barrentas do Rio Solimões. É deste encontro, em que as águas se recusam a se misturar e correm lado a lado por cerca de 6 quilômetros, que nasce o Rio Amazonas. A demora para as águas se misturarem se deve a diferença de temperatura e velocidade dos 2 rios: enquanto as águas do Rio Negro correm a uma velocidade de 2km/h e 22ºC, as do Rio Solimões seguem a uma média de 5km e 28ºC de temperatura.
Ficamos parados neste ponto por volta de 10 minutos e no final saí de lá satisfeito com o que vi. Mais uma vez a Amazônia não me decepcionou.
Para ler mais a respeito do Amazonas, visite os links abaixo:
Conhecendo uma comunidade Indígena no Rio Negro – AM
Video: Visita ao Recanto do Boto
Video: Saudação – Aldeia Dessana
Edson Maiero
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Grecco,
fico feliz por saber que você continua me visitando neste espaço, um grande abraço,
Edson









Que viagem fantástica! Amei as fotos e os relatos!
Abraços,
Mari Vidigal – ideiasnamala.wordpress.com