Conhecendo uma comunidade Indígena no Rio Negro – AM

Conhecendo uma comunidade Indígena no Rio Negro – AM

Nosso segundo passeio na Amazônia, foi visitar a comunidade indígena Tupé, da aldeia Dessana. Vou confessar que este era o passeio que menos me atraia, pois para mim não será em 4 horas que iremos conhecer a cultura de um povo.

Saímos depois do almoço para uma jornada de 1 hora de barco rio acima, até que chegamos a uma praia com um pequeno ancoradouro e algumas canoas a remo na margem. Descemos da lancha e caminhamos pela praia e depois por uma trilha na mata, que subia o morro. Após caminharmos uns 400 metros, chegamos à oca onde os índios vendem artesanato e fazem uma pequena demonstração de dança e música para os turistas.

oca onde são feitas as apresentações de dança para os visitantes

Lá fomos recebidos pelo Pajé Raimundo. Muito simpático e bem articulado ele faz o papel de chefe de cerimônias. Ele se apresentou, e nos convidou a entrar para vermos os artesanatos enquanto esperávamos a próxima apresentação. Neste meio tempo, ele atendeu a todos que queriam tirar fotos com ele, sempre com um sorriso no rosto e muita simpatia.

Pajé Raimundo: muito simpático e excelente mestre de cerimônias

interior da oca onde são realizadas as apresentações e venda de artesanato

 

todos participam das vendas de artesanato e danças

Após alguns minutos para as compras e fotos, fomos convidados a nos sentar e o pajé Raimundo começou a cerimônia. Ele nos saldou em português e depois em sua língua nativa. A partir daquele momento tivemos uma série de danças e musicas, sendo a primeira a musica “Saudação (veja vídeo), até finalmente a dança de despedida.

Pajé Raimundo fazendo a abertura das apresentações

Neste momento para mim, ficou claro uma diferença entre as gerações. Enquanto o pajé se sentia totalmente solto em seu papel de mestre de cerimônias, os mais novos se sentavam ao fundo, conversavam e riam entre sim, com um ar meio entediado. É bem verdade que quando começavam a dançar, o faziam corretamente, mas nos momentos de espera era claro para mim o tédio era claro.

dança com movimentos leves

cores e sons sempre presentes

dança da fartura

chacoalhos nos pés servem de ornamento e dão ritmo à música

 

no final os visitantes são convidados para participarem da dança de despedida

 

Pajé Raimundo

Acompanhamos a dança e ao final tivemos mais uma seção de fotos, enquanto o pajé colocava uma tigela para que depositássemos uma pequena “propina” para eles. De nosso grupo todos colaboraram com algum valor, mas enquanto estávamos nos despedindo um outro pequeno grupo estava saindo de fininho, quando o pajé os chamou: “Ei, não esqueçam do dindin!!” e lá foi ele cobrar o valor dos ingressos.

Você pode ver outros post sobre a Amazônia nos links abaixo

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Visitando o Boto Cor de Rosa

Museu do Seringal na Amazônia

Encontro das Águas

Video: Visita ao Recanto do Boto

Video: Saudação – Aldeia Dessana 

 

Edson Maiero

This Post Has 2 Comments
    • oba, que legal.

      Edson Maiero

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