Douro: Casa de Mateus

Douro: Casa de Mateus

O primeiro lugar que visitei quanto cheguei a região do Douro, foi a Casa de Mateus, famosa por aparecer no rótulo do vinho Mateus Rosé, este solar mostrar o melhor da arquitetura barroca portuguesa.
No começo do século 18, António José Botelho Mourão, 3º Morgado de Mateus, mandou construir a Casa de Mateus em substituição a casa existente no local. Não se sabe ao certo qual foi o arquiteto responsável pela obra, mas devido ao estilo e semelhança de outras obras, acredita-se que o seu autor é Nicolau Nasoni, famoso por seus trabalhos na cidade do Porto.
Ajudado pelo GPS não tive dificuldades para chegar lá saindo de meu hotel, localizado na freguesia de Folgosa. As estradas portuguesas são boas, mesmas as vicinais e as paisagens que vemos pelo caminho são um bônus. Cheguei lá e entrei com o carro, mas o rapaz na bilheteria me alertou que o valor do estacionamento era muito caro, e que eu poderia parar na rua em frente sem custo nenhum. Aceitei a sugestão, estacionei e entrei para o passeio. Existem duas opções de visita: apenas os jardins e a visita global, jardins e casa. Escolhi a segunda opção, e como se tratava de uma visita guiada, tive que marcar para as 16hs, quando teriam um grupo em português.
Enquanto esperava pelo horário da visita ao interior da casa aproveitei para conhecer os belos jardins que cercam a Casa de Mateus. Logo de cara, temos o espelho d’água, onde uma escultura de João Cutileiro dorme um sonho profundo.

Casa de Mateus, Mateus, Douro, Portugal

espelho d’água e a fachada da Casa de Mateus

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Douro, Portugal, Mateus, Casa de Mateus

jardim planejado e muito bem tratado

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o jardim com a casa e a capela ao fundo

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jardim

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Túnel de Cedros: 35 metros de comprimento e 7 metros de altura.

Após esta caminhada me dirigi até a adega, ponto de encontro para início da visita guiada. Este edifício foi construído no século16 e no seu interior podemos conhecer um pouco da história do vinho na região.

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Adega: hoje serve para exposições sobre a história do vinho na região

Esperei até as 16 hs e fomos apenas eu e a guia. Começada a visita, a má notícia: não se pode fotografar no interior da casa, o que é uma pena pois a decoração tem vários itens muito bonitos, que mereciam ser registrados. Apesar de ter ficado incomodado com isto, compensei dando mais atenção para a guia. Entre os pontos que achei interessante esta  o fato de que a história desta casa, cruza com a história do Brasil, uma vez que um dos ancestrais da família, D. Luís Antonio viveu 10 anos no Brasil, onde foi nomeado Capitão General e Governador da Capitania de São Paulo em 1765. Naquela época esta capitânia incluía além de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
Outro ponto alto da visita é a biblioteca, onde encontramos a edição de “Os Lusiadas”, de 1817, editada por Morgado de Mateus. Ilustrada com treze gravuras, dez alusivas ao poemas e duas que representavam Luís de Camões (autor de Os Lusíadas) e outra D. José Maria. A tiragem desta edição foi de 250 livros, e Morgado os ofereceu a grandes figuras européias, bibliotecas e institutos culturais ao redor do mundo. Lá podemos ver, não apenas um dos exemplares, mas também uma das chapas de bronze, usadas na impressão dos livros.

Douro, Mateus, Casa de Mateus, Portugal

pátio de acesso a Casa de Mateus

Na saída passamos pela Capela, construída em meados dos século 18, motivo de orgulho da família e que ainda hoje funciona normalmente. Para finalizar a visita passamos em uma pequena loja, onde é possível comprar livros, postais, doces e é claro, vinhos.

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Capela: construção do século 18

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antes de ir embora mais uma boa olhada nesta bela escultura

Ficha Técnica

Horários:
– De Maio a Outubro: das 9h00 às 19h30.
– Em Novembro a Abril: das 9h00 às 18h00.

Ingressos:

Visita aos Jardins, 4€ e visita global (Jardins + Casa) são 7€.

Como chegar:

Mateus situa-se a 2 km de Vila Real, 90 km do Porto e 410 km de Lisboa

Do Porto: pegar a estrada a A4; Seguir pelo IP4; sair em Vila Real (norte), seguir pela Av do Regimento de Infantaria 13/N12; tomar a N 322 em direcção a Sabrosa.

De Chaves: pegar a estrada A24; seguir pela saída 13 em direcção a Vila Real; na rotatória, seguir pela 3.ª saída em direção a N313/ Vila Real; tomar a N322 em direção a Sabrosa.

De Bragança: pegar a  IP4; Sair no acesso A24; tomar a direção da Zona Industrial de Vila Real; Seguir pela N322 em direcção a Vila Real/ Centro.

 

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This Post Has One Comment
  • Já tinha muita curiosidade em conhecer esta famosa casa que aparece no rótulo das garrafas, e a sua descrição e as fotos abriram ainda mais o apetite!! Mais um motivo para voltar ao Porto

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