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A freguesia do Monte, a primeira fora do litoral madeirense, encontra-se em uma colina em frente ao Porto de Funchal. No início da colonização da ilha, as suas encostas foram tomadas por Quintas e pequenas propriedades e para escoar a produção, morro abaixo surgiram os “carros de cesto do Monte”. Estes pequenos carros de vime, guiados pelos Carreiros, funcionam como trenós, mas deslizam sobre as ruas, e não na neve. No início os pequenos produtores locais e sua produção eram os passageiros, mas não demorou para que este serviço se tornasse uma atração turística ainda no século XIX.

Subindo para o Monte com o teleférico: vista maravilhosa do porto de Funchal e do mar azul

O ponto de partida é em frente a Igreja do Monte, e você pode chegar lá encima de carro ou com o  teleférico (€ 15, ida e volta), o que foi a minha opção. Cheguei por volta das 10h20 da manhã, e dei de cara com os Carreiros e seus cestos esperando pelos passageiros. A quantidade de Carreiros é impressionante. Todos vestidos de branco, com chapéu de palha e uma pequena bolsa. Queria fazer o passeio, mas não ser o primeiro, pois queria fazer uma fotos e ter uma noção do “nível de aventura”. Me posicionei nas escadarias da Igreja e fiquei lá observando, mas e depois de 15 minutos desisti de esperar algum passageiro e fui visitar o Jardim Tropical Monte Palace, que fica a poucos metros dali, para voltar mais tarde e fazer o passeio.

O carreiro espera pelos passageiros

os carrinhos estão prontos, mas cadê os passageiros??

a espera requer paciência, muita paciência

os tradicionais chapéus de palha branca parecem ansiosos na espera pelos passageiros

Durante minha caminhada pelo Jardins, os passeios começaram e instalado em um mirante, pude ver os cestos passando na rua ao lado, e a cena me lembrou carros de corrida em um retão. Fiquei lá alguns minutos e pude fazer as primeiras fotos dos famosos carros de cesto em ação.

os "bólidos" passam desajeitados pelo retão

Terminei a visita e fui até a igreja para fazer a descida. Para minha surpresa o cenário era totalmente diferente. Uma longa fila de turistas tomava conta da rua e os carros haviam sumido, não havia  mais nenhum, até que passados alguns minutos, chegou um caminhão trazendo uma carga preciosa de carros de cestos e os passeios recomeçaram.

O percurso é de 2 km, aproximadamente metade do percurso até Funchal, assim você precisa tomar uma decisão: voltar ao ponto de partida ou descer morro abaixo até o centro velho. Vários taxis estão a espera no ponto de chegada e vale a pena pechinchar. Antes de descer perguntei a um taxista que chegava com alguns turistas o valor da subida e ele me disse: “Como falas a língua de Camões, vou lhe contar: não pague mais de 10 euros, mais que isto é um roubo”.

hora do rush: uma fila enorme de turistas, e os carreiros tinham que suar para dar conta

Chegando ao final da descida só pude pensar que realmente valeu a pena, é muito bom. E também me veio a mente que seria impossível subir tudo aquilo a pé, sendo assim lá fui eu negociar com os taxistas a subida do morro.

Durante a descida fiz o vídeo abaixo, assista e certamente você ficara com vontade de fazer também.

Os passeios custam € 25 para um passageiro, € 30 para 2 passeiros e € 45 para 3 passageiros e acontecem de 2a. a sábado das 9h00 as 18h00 e aos domingos das 9h00 às 13h00.

Edson Maiero

 

 
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Como recuperar um área degradada, com várias casas sem pintura e manutenção? Funchal, capital da Ilha da Madeira, descobriu uma forma simples e muito eficiente de se conseguir isto. O projeto “Arte de Portas Aberta”, levou para a Rua Santa Maria no centro velho, pintores e artistas plásticos, e eles com suas intervenções deram uma cara totalmente a esta área, e agora, os turistas caminham não apenas atrás dos bares e restaurantes, mas também para admirar este museu de arte moderna a céu aberta.

O projeto pode ser visto em detalhes no site “Projecto artE de pORtas abErtas” e se você quiser ver as fotos das portas que mais gostei pode visitar o álbum com as fotos na página do Phototravel360 no Facebook.

Elegância na Rua Santa Maria N. 71/71A, obra de Irene Quintal

os animais tomam conta da obra de João Daniel Pestana, no número 58

milhares de rostinhos nos hipnotizam na porta do número 41, trabalho de Patrícia Sumares

os turistas tomam a rua e algumas vezes de acotovelam para admirar as portas

Para ver as demais fotos, visite o Phototravel360 no Facebook e aproveite para curtir nossa página.

 

Edson Maiero

 

 

 
bonde se indo em direção a Alfama

Depois de 4 anos finalmente retornei a Lisboa. Foi uma passagem rápida, apenas algumas horas para aproveitar o tempo de espera do vôo para Funchal, na Ilha da Madeira, mas valeu a pena e me mostrou que vou aproveitar muito os dias que passarei em breve na cidade.

Sai do aeroporto de Lisboa usando o serviço “Aerobus”, que por 3,50 euros te leva por um dos três roteiros disponíveis: City Center, Orient ou Financial Center. Como estava procurando um Shopping Center (típico passeio de paulista, até mesmo quando esta  na Europa), peguei o ônibus rumo ao centro. A viagem é rápida e não demorei mais de 20 minutos para chegar ao meu destino: Rossio. Como era cedo e as lojas só abririam as 10h00 passei a caminhar e matar a saudade. Pude andar pela praça do Rossio, ver suas fontes e o belo Teatro Nacional D.Maria II, mais alguns metros e estava em frente ao Elevador da Santa Justa, e dali fui em direção a Praça do Comércio. No caminho ia me lembrando de minhas andanças 4 anos atrás, e a cada esquina me surpreendia por lembrar de vários detalhes. Creio que isto se deva a fotografia, afinal, ao fotografamos imortalizamos um momento e o deixamos vivo em nossa memória. Não demorei a mudar de direção: em uma esquina os bondes que passavam me fisgaram e caminhei até a Catedral da Sé, porta de entrada para Alfama. Parar e ficar olhando os bondes passando em frente a esta velha catedral é como fazer um viagem ao passado e além de relaxante, pode render boas fotos.

Praça do Rossio

Elevador da Santa Justa

ao fundo a Praça do Comércio

bonde indo em direção a Alfama

Café A Brasileira

Retornei ao Rossio e subi em direção ao Chiado, a chuva apertava e ao procurar  um abrigo, entrei no tradicional Café A Brasileira. O senhor que me atendeu, bem como a senhora que vende cigarros, parecem fazer parte da decoração, que remete ao inicio do século XX, mas são muito simpáticos e atenciosos. Durante minha pausa para um pastel de nata, um café e uma água, perguntei no balcão onde poderia comprar um guarda chuva e a resposta foi rápida: “- não se preocupe, os vendedores acharão você”, e foi isto mesmo o que aconteceu, não dei 2 passos na calçada e apareceu um senhor me oferecendo um guarda chuva azul por 5 euros.

Após o passeio, era hora de voltar para o aeroporto e enquanto esperava pelo ônibus, fiquei admirando as muralhas do Castelo de São Jorge e pensando em minha volta daqui a 10 dias. Afinal, uma cidade com tantas atrações a serem descobertas e revividas, merece um bom planejamento.

Edson Maiero

 
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Localizada na região central de Portugal e a uma hora de Lisboa, Óbidos é uma vila cercada de muralhas do século XIV. Parte dos presentes de casamento do Rei Dinis com Isabel de Aragão em 1282, sim eles ganharam a vila inteirinha, a vila era na época um importante porto, até que no século XVI devido ao assoreamento, acabou perdendo a sua importância estratégica. Hoje a vila esta muito bem conservada e passear por ruas é como andar por um museu a céu aberto.

Durante nossas andanças por lá encontramos várias igrejas, pequenos restaurantes com pratos deliciosos e uma preciosidade local: não deixe de visitar uma garrafeira (loja de bebidas) e peça para experimentar o licor de ginjinha, feita com a ginja, uma fruta da região. Duvido que você saia de lá sem comprar ao menos uma garrafa.

A entrada principal se dá pela Porta da Vila, decorada com azulejos do século XVIII e na sua parte superior temos uma varanda construída no século XVII e ao cruzarmos a porta nos deparamos com casas brancas, com detalhes coloridos em amarelo e azul nas janelas e paredes.  Alem disto as fachadas são decoradas com vasos de flores e um tipo de trepadeira que escala que dá um ar único à cidade. As ruas são estreitas e sinuosas,  típico de cidades nos interiores de muralhas, afinal os construtores não queriam grandes avenidas que facilitassem o avanço de tropas invasoras.

Uma senhora vende bordados na Porta da Vila, revestida com azulejos do século XVIII

altar da Igreja de São Pedro

Igreja da Misericórdia

Igreja de Santa Maria: aqui o futuro Rei Afonso V casou-se com sua prima Isabel em 1441. Um detalhe: na época ele tinha 10 anos e ela 8

a cidade é repleta de becos estreitos: antes de ser uma opção arquitetônica, era uma estratégia de defesa

espalhadas em várias casas da cidade, estas grandes trepadeiras dão um toque especial a paisagem urbana de Óbidos

ruas estreitas e agradáveis escondem lojas e restaurantes

castelo reconstruído por Afonso Henriques após retomar a cidade dos mouros em 1148

Após caminhar pela cidade nada melhor que mudar o ângulo de visão e ver a cidade do alto. Para isto é possível caminhar pela muralha. O objetivo inicial da passarela ao longo da muralha era permitir o deslocamento dos soldados, mas hoje virou uma passarela para os turistas. Existe uma escada que dá acesso a elas logo após a Porta da Vila. É importante tomar-se cuidado, pois as escadas não possuem corrimão e a passarela não tem qualquer tipo de proteção, desta forma os riscos de acidentes aumentam.

vista da cidade a partir das muralhas

do castelo temos uma visão previlegiada da cidade e sua muralha

o passeio pelas muralhas é imperdível, mas exige cuidados uma vez que não há qualquer proteção

Por sua proximidade com Lisboa, cerca de 1 hora de carro, Óbidos é praticamente um passeio mandatório para qualquer um que visite Portugal. Com seu ar medieval a vila é uma das melhores opções para quem esta com pouco tempo e quer fazer um passeio na região para conhecer algo diferente. Sendo assim, se sua viagem for curta ou longa, não importa, se programe e conheça Óbidos.

Quer ler mais sobre Portugal? Visite nossa página sobre este país incrivel.

Edson Maiero

 
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O Mosteiro de Batalha ou Mosteiro de Santa Maria da Vitória, começou a ser construído em 1402, para comemorar a vitória de João I sobre Costela em Aljubarrota, que fica 15 km ao sul de Batalha e com esta vitória Portugal seguiu independente da Espanha por mais de 200 anos.

Declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO e uma das sete maravilhas de Portugal, o mosteiro que hoje simboliza a soberania portuguesa e o poder da casa de Avis é uma obra prima da arquitetura gótica, tendo a construção consumido dois séculos e atravessado o reinado de sete reis portugueses.

Mosteiro de Batalha: em destaque vemos a Estátua de Nuno Álvares Pereira, que comandou a vitória das forças portuguesas contra os castelhanos em Aljubarrota

entrada principal do mosteiro

O portal da entrada principal foi decorado com estátuas dos apóstolos em estilo gótico

as luzes que passam pelos vitrais atrás do coro e criam mosáicos coloridos nas colunas do mosteiro

Entre os destaques do mosteiro temos o claustro real, mais elaborado que o Claustro de D.Afonso V, é construído em pedra ricamente trabalhada, possui um lindo jardim e é cercado de corredores com abóbodas no teto e um belo rendilhado manuelino nas janelas.

Claustro Real: repare no belo jardim e no rendilhado manuelino que enfeita as janelas

Claustro Real: arcos góticos embelezam o corredor que o cerca

Casa Paroquial: soldados fazem guarda ao túmulo dos soldados desconhecido

Os monges lavavam as mãos antes e depois das refeições nesta fonte construída em 1450

Outro ponto alto, a Capela do Fundador, na qual encontramos os túmulos de D.João I e Filipa de Lancaster. O túmulo de seu filho, Henrique, o Navegador também se encontra nesta capela.

Capela do fundador: túmulo de João I e sua esposa Filipa de Lancaster

As capelas inacabadas se situam na parte de trás do altar mor e seu acesso se dá apenas pelo lado externo do mosteiro. A construção foi iniciada pelo Rei Duarte, mas foi abandonada pelo Rei Manuel I, que preferiu concentrar seus esforços na construção do Mosteiro dos Jerônimos. Talvez seja dai que venha o péssimo hábito de nossos políticos de não darem seqüência às obras de seus antecessores.

Capelas Inacabadas: Portal Manoelino foi entalhado por Mateus Fernandes em 1509

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Edson Maiero

 
Mosteiro de Alcobaça

Portugal é um país cuja história foi fortemente marcada pela religiosidade de seus Reis e o Mosteiro de Alcobaça é mais um marco nesta história. Foi construída na idade media (século XII) pelo primeiro Rei de Portugal, Afonso Henriques e teve outras importantes expansões durante o reinado do Rei Dinis que construiu o claustro principal.

Localizada a 128km de Lisboa pode ser visitada em um dia no esquema de bate volta, e para isto você pode ir de carro ou ônibus. No meu caso fui de carro, pois pretendia visitar além de Alcobaça, a vila de Óbidos e o Mosteiro de Batalha, assim a flexibilidade do carro era vital.

O dia estava lindo, céu azul com algumas núvens e com isto a beleza da fachada era destacada, fachada alias que nos impressiona e aumenta nossa vontade de saber o que se esconde por de trás dela.

Alcobaça: sua fachada nos dá uma idéia da sua grandiosidade

Mosteiro de Alcobaça: A entrada principal foi construída no século XVIII e as estátuas de São Bendito e São Bernardo fazem sua guarda.

Em seu interior a decoração austera chama a atenção. Não temos diversos altares e santos espalhados pela nave, nem belos vitrais. Apenas poucos bancos ocupam uma pequena parte da grande nave central da igreja e seu altar é de uma simplicidade que chama a atenção. Outro ponto marcante para mim é a iluminação abundante, bem diferente de outras igrejas antigas que são muito escuras.

eixo central com seu teto abobadado e colunas altas construídos na rocha nua mostram austeridade e simplicidade

neste belo túmulo os anjos cantam

Sala dos Reis: azulejos do século XVIII contam a história da construção da abadia e diversas estátuas dos reis de Portugal decoram a sala

lavabo

No mosteiro existem diversos túmulos e os mais importantes são os do Rei Pedro e sua amante assassinada Inês. É claro que estes túmulos são um dos pontos mais procurados pelos visitantes de Alcobaça. Afinal temos nesta triste história: intriga, assassinato, vingança e a promessa de amor eterno. Não é por menos que casais apaixonados os visitam às vésperas de seus casamentos para fazerem juras de amor e pedirem felicidade na união. O ocorrido na história que gerou a famosa frase: “agora Inês é morta” foi que Pedro (então príncipe de Portugal) casou-se por razões de estado com Constança, princesa de Castela, mas acabou se apaixonando por Inês de Castro, integrante da corte de Constança. Alguns dias após o nascimento de seu filho, Constança faleceu e Pedro foi viver com Inês em Coimbra, com quem teve 3 filhos, até que seu pai o Rei Afonso IV, influenciado por alguns nobres, mandou matá-la por considerar que ela era um risco a coroa. Com a morte do pai, Pedro tornou-se Rei, vingou-se dos assassinos e declarando que se casado com Inês em segredo, a coroou como Rainha de Portugal (diz a lenda que ele forçou a Corte a beijar a mão de sua falecida amada). Para sacramentar seu amor, mandou construir os túmulos e que fossem posicionados de tal forma que ao ressuscitarem no dia do juízo final, que sua primeira visão fosse a de sua amada esposa.

Túmulo de D. Pedro

Não perca a oportunidade de conhecer as dependências onde os monges viviam a cerca de 800 anos, como o refeitório, claustro e a cozinha.

Claustro de Dom Dinis, também conhecido como claustro do silêncio, construído no século XIII

depois de conhecer o Mosteiro nada como sentar para tomar um café e ficar admirando a fachada barroca da abadia

 

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Edson Maiero

 
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Construído no alto de uma colina o Convento de Cristo em Tomar é um lugar simplesmente majestoso. Fundado em 1162 pelo Grão Mestre dos Templários, Gualdim Pais, o lugar, foi construído ao longo de cinco séculos, e ainda mantém algumas lembranças destes monges-cavalheiros da Ordem de Cristo. Os Cavalheiros Templários ajudaram Portugal na guerra contra os Mouros e como reconhecimento foram agraciados com terras e poder político, com isto castelos, igrejas e até cidades surgiram sob sua proteção. A sua influencia era tão grande, que quando o Papa Clemente V decidiu eliminar a Ordem dos Templários, eles foram protegidos em Portugal e o Rei Dinis os transformou na Ordem de Cristo, que herdou todas as propriedades e privilégios dos templários.

Quando for visitar o Convento de Cristo, vá sem pressa e aprecie cada sala, corredor e claustro, pois todos estão recheados de história e detalhes. Posso dizer isto com propriedade: em minha viagem em 2008 visitei o Convento com uma certa pressa. Confesso que agora, escrevendo este texto, percebi quantos detalhes deixei de admirar e conhecer. Por isto já me decidi que, quando voltar lá, terei todo o cuidado e nenhuma pressa, pois ele não foi considerado pela Unesco um patrimônio da humanidade a toa.

jardim que dá acesso ao Convento de Cristo

Porta da entrada sul na praça das armas

detalhe da porta da entrada sul

A Charola é o núcleo do mosteiro e seu desenho esta baseado na Rotunda do Santo Sepulcro de Jerusalém, com um octógono central de altares. Quando em 1356, Tomar se tornou a seda da Ordem de Cristo em Portugal a Charola foi decorada para refletir toda a riqueza da ordem. Os quadros, afrescos e estátuas passaram por um processo de restauração recentemente.

Cristo crucificado no altar da Charola

no anel externo da Charola temos diversas gravuras em suas paredes

Claustro de D. João III

nave da Igreja Manuelina vista do terraço de cera, no qual os favor de mel eram secos

ruínas dos antigos apartamentos reais

refeitório dos frades

Capela Portocarneiro: Mausoléu particular construído por Antonio Portocarneiro, almoxarife das rendas da Mesa Mestral da Ordem

claustro do pão: aqui eram distribuídos pães aos pobres que batiam à porta do mosteiro

Após a visita ao Convento não deixe de visitar Tomar, pequena, agradável, e com profundas raízes no passado, o tempo parece passar mais devagar por lá. Aproveite para caminhar e também para almoçar ou fazer um lanche em volta da praça.

da praça de Tomar pode-se o Convento de Cristo no alto da colina

a cidade parece mover-se devagar no tempo

torre da igreja tráz o símbolo dos cavaleiros templários

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Edson Maiero

 
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O Museu do Cluny, ou Museu Nacional da Idade Media é um museu pouco badalado e que representa um período da história em que a Igreja teve influencia sobre toda a sociedade Européia e que foi marcado pela fome, peste e guerras santas (as cruzadas). Tivemos ainda a Santa Inquisição, ponto máximo da intolerância religiosa e que mostrava o poder da igreja católica.

Sendo assim, não é de se estranhar que no século XV os humanistas a considerassem a “Idade das trevas“ uma vez que todo o desenvolvimento cultural, artístico e econômico foi paralisado na Europa, não é por outra razão que grande parte do acerto do Cluny é composto de obras religiosas. São estátuas, pinturas, tapeçarias, oratórios e vitrais que nos dão uma mostra da cultura e religiosidade da época.

fachada do Cluny

estátua em madeira: Virgem Maria com Cristo no colo

estátua em madeira

O beijo de Judas

Jesus Cristo

O Cristo de ramos, escultura do século XV

madona

a arte em vitrais

jogadores de xadrez

teto da capela - século XIII

Planejando sua visita:

  • não saia de casa antes de baixar o aplicativo do Museu do Cluny para Iphone, ele trás uma série de áudios para que você possa fazer uma visita auto-guiada;
  • O Museu fica na Praça Paul Painlevé, 6, próximo às estações de Metro Cluny-La Sorbonne, Saint-Michel ou Odéon;
  • Aberto de 4a. a 2a.feira das 9:15 às 18h00.
  • Ingressos 8,5€, sendo que no primeiro domingo do mês a entrada é gratuita

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Edson Maiero

 
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Conheci o Museu Quai Branly, pesquisando em uma lista de museus em um app sobre Paris. Acessei a página, achei interessante, e fiquei pensando como nunca havia falar deste Museu e não demorei para ir lá conferir.

O Quai Branly tem como foco as culturas primitivas dos povos das Américas, África, Ásia e Oceania, sendo assim o que encontramos lá é totalmente diferente do que estamos acostumados a ver nos tradicionais museus ocidentais. Não existem pinturas elaboradas ou belas estátuas em mármore, mas sim crânios decorados, estátuas rudimentares em madeira ou pedra, diversos tipos de máscaras, instrumentos musicais, totens, cocares, etc.

A montagem do museu foi muito bem feita, e caminhar em seus corredores sinuosos é agradável. Eles formam um caminho que nos conduzem naturalmente entre as obras e é curioso pensar que em alguns casos esta “arte primitiva” ainda esta viva e sendo produzida nos dias de hoje.

O museu Quai Branly fica na Quai Branly 37, às margens do Rio Sena e a poucos metros da Torre Eifel, e abre as terças, quartas e domingo das 11:00 às 19:00 e àsquintas, sextas e sábado das 11:00 às 21:00 horas, com ingressos a €8.50.

uma das salas de exposição

Estátua Real - Camarões

estátua em madeira: pregos e parafusos cravados em uma figura humana, retratando dor e sofrimento

Danças Rituais dos Andes

mascaras

crânios ancestrais da Indonésia

Torre Eifel vista de uma janela do Quai Branly

o museu invadindo a rua: o Quai Branly faz exposições de fotografia nas margens do Rio Sena

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Edson Maiero

 
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Paris é uma cidade que possui os mais diversos e diferentes museus. Desde os mais famosos, como o Louvre até os mais desconhecidos e estranhos, como por exemplo o Museu dos Esgotos de Paris, um trecho da rede pluvial, transformado em museu para contar a história do tratamento de afluentes na cidade (fria!!). Existem alguns museus que eu recomendo que você visite. Vou citá-los em ordem de importância (na minha opinião), assim se você tiver pouco tempo, tente visitar ao menos os primeiros da Lista.

O Museu do Louvre é o maior e mais famoso museu em Paris e ao visitá-lo você poderá conhecer não apenas obras famosas, como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, mas certamente pinturas e esculturas de artistas menos conhecidos, que irão mexer com você. Eu por exemplo, sou fascinado pela estátua “Femme Voilée” de Antonio Corradini, cuja foto abre este post.
 O Museu D’Orsay, localizado a poucos metros do Museu do Louvre e instalado em uma antiga estação ferroviária, reúne em seu acerto obras do período entre 1848 e início do século XX, lá encontramos Monet, Van Gogh, Degas, e outros. Quando visitar dedique tempo para ver as galerias do “realismo”, os quadros são impressionantes.
Gosta de esculturas? Então não pode deixar de visitar o Museu Rodin. Diversas esculturas de bronze de Rodin estão espalhadas por um lindo jardim que na primavera é tomado por mais de mil roseiras e no interior do Hotel Biron, a mansão em que Rodin viveu, temos estátuas de mármore, como “O Beijo”, gravuras e outras obras do artista e de sua companheira Camille Claudel.
A França se orgulha de suas batalhas e sendo assim não poderia deixar de haver um museu a este respeito. O Museu dos Inválidos e das Armas tem uma bela coleção de armas, desde a idade média até a 2a Guerra Mundial. São armaduras, pistolas, rifles, uniformes militares e dois corredores dedicados a primeira e segunda guerra mundial que nos dão mais uma visão dos horrores e selvageria destes conflitos.
Uma vez que tenha visitado o Museu dos Inválidos, não deixe de esticar e visitar a Dome, igreja onde estão os restos mortais de Napoleão. O lugar é muito bonito e sua cúpula revestida em ouro é impressionante.
Um museu que impressiona logo que você chega é o Centre Pompidou. Instalado em um prédio que lembra uma refinaria, com diversos tubos coloridos em sua fachada, ele abriga o Museu Nacional de Arte Moderna, cinemas, restaurantes, uma livraria.  Tenho certeza de que as obras lá expostas irão mexer com você.
O Museu Quai Branly localizado próximo a Torre Eifel, nas margens do Rio Sena, é dedicado às arte primitiva das civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas. O acervo do museu é exposto em um espaço cuidadosamente planejado e a iluminação dá ênfase total às obras.
Um museu dedicado a arquitetura francesa, este é o Cité de L’Architecture. Localizado no Palais de Chaillot, bem em frente ao Trocadero e Torre Eifel, lá você verá reproduções de fachadas de edifícios, altares e estátuas e também poderá ver a Torre Eifel de um ângulo diferente do usual.
IMG_2891 O Museu do Cluny ou Museu Nacional da Idade Media reúne uma série de objetos de arte medieval, são objetos sacros, pinturas e vitrais fazem parte do acerto.
O Espaço Salvador Dali, localizado em Montmartre reúne diversas gravuras, móveis e estátuas do artista, mas não esperem ver os quadros famosos de Salvador Dali, não há nenhum exposto. Este museu não está em último na fila a toa. Ele é muito pequeno, em tamanho e acerto, e caro pelo que oferece. Assim, só o visite se você for fanático por Salvador Dali.
IMG_2720 O Museu dos Impressionistas, fica em Giverny, local onde Monet morou, possui uma bela coleção com obras de Robert Vonnoh, Theodore Wendel, John Leslie Breck, Richard Emil Miller, Louis Paul Dessar, Manet, Renoir e é claro, Claude Monet, mas é para mim, um sério candidato ao titulo do “Museu mais Chato” da França. Uma grande quantidade de monitores faz com que o silencio impere e as pessoas não têm coragem sequer de comentar as obras que estão vendo, fazendo com que a visita fique chata, muito chata.

Você já deve estar se perguntando o quanto irá gastar de ingressos, mas a boa notícia é que diversos museus em Paris oferecem entrada gratuita um dia por mês (geralmente o primeiro domingo) e você também tem a opção de comprar o “Paris Museum Pass” que tem uma validade de 2 (39 €) a 6 dias (69 €)  e com ele podemos visitar mais de 60 museus e monumentos (mas não a Torre Eifel), sem pagar mais nenhum taxa adicional e escapando das filas de ingressos.

Conhece e gosta de algum museu que esta ou não esta na lista? Compartilhe deixando seu comentário.

 

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Edson Maiero

 

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