Atacama: uma tarde no Valle de la Muerte e o pôr do sol no Valle de la Luna

Atacama: uma tarde no Valle de la Muerte e o pôr do sol no Valle de la Luna

O bom do Deserto do Atacama é que quando você acha que mais nada pode lhe surpreender, você é surpreendido. Neste tour pelo Valle de la Muerte e Valle de la Luna foi isto que aconteceu. Os dois vales são verdadeiros cenários de filme de ficção cientifica.
Começamos com uma parada na Pedra do Coiote, de onde temos uma bela vista do vale abaixo, alias muitoooooo abaixo. Como não podia ser diferente formou-se uma fila para tirar uma foto posando na pedra, que flutua sobre o abismo logo abaixo.

No caminho para o Vale de la Muerte, fizemos uma parada na Pedra do Coiote

A Pedra do Coiote…ué cadê o Papa-Léguas?

Dali seguimos diretamente ao Valle de la Muerte. Temos o primeiro impacto logo que descemos da van: a “porta de entrada” é um cânion que termina bem em frente ao vale,  que também é conhecido como Valle de Marte, e com razão: o terreno é árido, alaranjado e irregular, e grandes dunas de areia tomam conta da sua borda. Até a Nasa reconhece isto, e usa o local para testar alguns dos veículos espaciais que serão enviados ao planeta vermelho.

Vale de la Muerte, Atacama, Chile

para chegarmos ao Valle de la Muerte temos que passar por este cânion

Vale de la Muerte, Atacama, Chile

uma visão do Valle de la Muerte, que realmente se lembra Marte

Se você achar que este é um lugar para se passar mais tempo, fique tranqüilo, existem tours específicos para o Valle de la Muerte: trecking, cavalgada e o mais procurado descer a grande duna de areia usando um snowboard, tudo vai depender da sua disposição e fome por adrenalina.

Vale de la Muerte, Atacama, Chile

A principal atração aqui é deslisar pela duna de areia usando um snowboard

Chile, Atacama, Vale de la Muerte

Aqui nos sentimos pequenos perante a natureza

Bom, finalmente seguimos para o Valle de La Luna (ingresso: $2.000 pesos chilenos), e conforme a van seguia pelo parque, víamos os efeitos da erosão constante sobre as rochas salinas, enormes dunas de areia, a Cordillera de La Sal e a Cordillera Domeyko, além de vários vulcões, como o Licancabur (5.916 m), Aguas Calientes (5.924 m), Lascar (5.154 m), e Acamarachi (6.046 m). Somando tudo isto, nos sentimos em outro planeta, ou no caso na superfície lunar.
Na nossa primeira parada, visitamos as Cuevas de Sal, um cânion estreito que termina em uma caverna. Neste ponto, é interessante que você tenha uma lanterna, pois apesar dos guias levaram algumas, você curtirá mais se tiver a sua. Sendo assim, apesar de nenhuma das operadoras avisar isto, esteja preparado e carregue sua lanterninha na mochila.

Chile, Atacama, Vale de la Luna

Cânion das Cuevas de Sal

Chile, Atacama, Vale de la Luna

Caverna nas Cuevas de Sal: cuidado com a cabeça e lembre-se de levar uma lanterna

Chile, Atacama, Vale de la Luna

Na saída da caverna uma pequena escalada nos aguarda

Chile, Atacama, Vale de la Luna

não importa se você está caminhando ou de carro, a paisagem sempre é de tirar o fôlego

Chile, Atacama, Vale de la Luna

nunca estive na Lua, mas imagino que deva ser parecido com isto

Dali seguimos para uma escultura natural, que alguém com muita imaginação, achou que lembrava as “Três Marias”. Confesso que sou tão criativo assim, e não consegui enxergá-las. O que realmente me chamou a atenção foi o fato de que existem apenas 2 Marias inteiras, a terceira foi quebrada por um turista infeliz, que a escalou para tirar uma foto.

Chile, Atacama, Vale de la Luna

Três Marias

Chile, Atacama, Vale de la Luna

hora de dar uma caminhada

O nosso terceiro e último destino foi para a Grande Duna formada pela ação do vento em milhares de anos, ela é enorme. Chegando lá, caminhamos por uma trilha a seus pés e a fomos contornando, até seguir por um caminho rochoso que nos levava a seu topo.  Enquanto caminhávamos em fila indiana, me senti como uma pequena formiga. É que assim como nós, centenas de outras pessoas estavam caminhando por ali, todos com um mesmo objetivo: chegar ao topo.

Chile, Atacama, Vale de la Luna

Grande Duna

Chile, Atacama, Vale de la Luna

hora de subir até o topo da duna

Chile, Atacama, Vale de la Luna

ao fundo, a direita vemos a formação rochosa chamada de Anfiteatro

No topo da Duna temos uma vista difícil de ser descrita: do alto os carros que passam pela estrada parecem muito pequenos e vemos vários quilômetros do vale abaixo, com suas formações rochosas. O céu, que estava cheio de nuvens, completou o espetáculo naquele final de tarde.

Chile, Atacama, Vale de la Luna

vista do vale

Chile, Atacama, Vale de la Luna

vista do Anfiteatro

Depois de aguardar uns 40 minutos, lentamente o sol chegou a linha do horizonte e com isto, um degrade alaranjado foi tomando conta do céu, para delírio de todos. Clic, clic, clic, o som os obturadores das máquinas fotográficas ia aumentando, enquanto todos tentavam registrar o momento. Era hora de voltar para van e ir para o hotel, pois a noite havia chegado.

Chile, Atacama, Vale de la Luna

pessoal se preparando para o pôr do sol

Chile, Atacama, Vale de la Luna

uma pequena amostra do pôr do sol

Algumas pequenas dicas para este tour:

  1. ele deve ser feito no horário da tarde, nem pense em aceitar ir lá em um horário diferente, isto porque o ponto alto é ver o pôr do sol no Valle de la Luna.
  2. Sempre que saímos no Atacama precisamos levar água, mas neste tour é preciso levar mais que o normal, pois saímos no final da tarde e só retornamos a San Pedro de Atacama por volta das 21h00. Então, se não quiser morrer de sede, como eu quase morri, leve bastante água.
  3. Leve uma lanterna para usar na caverna das Cuevas de Sal, apesar dos guias levarem 2 ou 3, elas não são suficientes para todo o grupo
  4. O tour termina ao anoitecer quando a temperatura caí no Atacama, se for sensível ao frio leve ao menos um agasalho leve
  5. O tour começa as 16h00 e termina em San Pedro do Atacama por volta das 21h00 (1,5 horas após o pôr do sol), e o custo é de $8.000 pesos chilenos/pessoa.

Siga o Phototravel360 no Twitter – @phototravel360

Visite o Phototravel360 no Facebook – Phototravel360

Assine o Phototravel360 por email – Phototravel360

 

This Post Has 3 Comments
  • Oi, parece que um deles está de capacete de ciclista, rsrs, esse foi de bicicleta ao deserto????

    Se não me engano é nesse lugar que há a famosa corrida do deserto de atacama???

    Abs. Belas fotos

    • Tania, para minha surpresa este casal estava mesmo de bicicleta, haja coragem e disposição. Sim, o Rally Dakar passa pelo Atacama.

  • Edson, belos registros de um belo local, parabéns. Quando estive no Atacama de moto, em 2008, tive que abortar a visita aos vales da Lua e da Morte porque tinha levado um tombo com a moto na véspera durante uma expedição às lagoas altiplânicas, então o dia que estava reservado para esses lugares foi destinado à convalescência… Mas quem sabe um dia não volto lá para apreciar esse belo visual…

Comments are closed.