Mosteiro de Alcobaça

Mosteiro de Alcobaça

Portugal é um país cuja história foi fortemente marcada pela religiosidade de seus Reis e o Mosteiro de Alcobaça é mais um marco nesta história. Foi construída na idade media (século XII) pelo primeiro Rei de Portugal, Afonso Henriques e teve outras importantes expansões durante o reinado do Rei Dinis que construiu o claustro principal.

Localizada a 128km de Lisboa pode ser visitada em um dia no esquema de bate volta, e para isto você pode ir de carro ou ônibus. No meu caso fui de carro, pois pretendia visitar além de Alcobaça, a vila de Óbidos e o Mosteiro de Batalha, assim a flexibilidade do carro era vital.

O dia estava lindo, céu azul com algumas núvens e com isto a beleza da fachada era destacada, fachada alias que nos impressiona e aumenta nossa vontade de saber o que se esconde por de trás dela.

Alcobaça: sua fachada nos dá uma idéia da sua grandiosidade

Mosteiro de Alcobaça: A entrada principal foi construída no século XVIII e as estátuas de São Bendito e São Bernardo fazem sua guarda.

Em seu interior a decoração austera chama a atenção. Não temos diversos altares e santos espalhados pela nave, nem belos vitrais. Apenas poucos bancos ocupam uma pequena parte da grande nave central da igreja e seu altar é de uma simplicidade que chama a atenção. Outro ponto marcante para mim é a iluminação abundante, bem diferente de outras igrejas antigas que são muito escuras.

eixo central com seu teto abobadado e colunas altas construídos na rocha nua mostram austeridade e simplicidade

neste belo túmulo os anjos cantam

Sala dos Reis: azulejos do século XVIII contam a história da construção da abadia e diversas estátuas dos reis de Portugal decoram a sala

lavabo

No mosteiro existem diversos túmulos e os mais importantes são os do Rei Pedro e sua amante assassinada Inês. É claro que estes túmulos são um dos pontos mais procurados pelos visitantes de Alcobaça. Afinal temos nesta triste história: intriga, assassinato, vingança e a promessa de amor eterno. Não é por menos que casais apaixonados os visitam às vésperas de seus casamentos para fazerem juras de amor e pedirem felicidade na união. O ocorrido na história que gerou a famosa frase: “agora Inês é morta” foi que Pedro (então príncipe de Portugal) casou-se por razões de estado com Constança, princesa de Castela, mas acabou se apaixonando por Inês de Castro, integrante da corte de Constança. Alguns dias após o nascimento de seu filho, Constança faleceu e Pedro foi viver com Inês em Coimbra, com quem teve 3 filhos, até que seu pai o Rei Afonso IV, influenciado por alguns nobres, mandou matá-la por considerar que ela era um risco a coroa. Com a morte do pai, Pedro tornou-se Rei, vingou-se dos assassinos e declarando que se casado com Inês em segredo, a coroou como Rainha de Portugal (diz a lenda que ele forçou a Corte a beijar a mão de sua falecida amada). Para sacramentar seu amor, mandou construir os túmulos e que fossem posicionados de tal forma que ao ressuscitarem no dia do juízo final, que sua primeira visão fosse a de sua amada esposa.

Túmulo de D. Pedro

Não perca a oportunidade de conhecer as dependências onde os monges viviam a cerca de 800 anos, como o refeitório, claustro e a cozinha.

Claustro de Dom Dinis, também conhecido como claustro do silêncio, construído no século XIII

depois de conhecer o Mosteiro nada como sentar para tomar um café e ficar admirando a fachada barroca da abadia

 

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Edson Maiero